Gota D´Agua
SINOPSE

Em uma releitura poderosa e comovente, Gota d’Água, a obra-prima de Chico Buarque e Paulo Pontes, ganha vida pelas mãos de um elenco focado no feminino. A peça apresenta-se como um convite para revisitarmos essa história atemporal sob uma nova perspectiva, tecendo reflexões ainda mais profundas sobre as dores e lutas da mulher em uma sociedade patriarcal. Com música original de Chico Buarque, Gota d’Água torna-se uma experiência sensorial única. As canções, carregadas de poesia e sentimentos, guiam o público por uma jornada emocionante, tecendo um mosaico de amor, traição, abandono e a eterna busca por redenção. Mais do que uma simples releitura, este Gota d’Água propõe-se a ser um manifesto feminino, convidando o público a refletir sobre os papéis sociais da mulher, a violência doméstica, a busca por identidade e a força da sororidade.
*Imagens de referencia. Espetáculo em processo de montagem.
O ESPETÁCULO
A montagem do musical Gota D’água terá como foco as mulheres da dramaturgia de Chico Buarque, Paulo Pontes e Oduvaldo Viana Filho , deixando nas sombras dois dos principais personagens masculinos (Jasão e Creonte), que serão utilizados para reforçar o contraponto entre o masculino e o feminino. Esta escolha pretende ressaltar como o contexto de marginalização social das personagens reforça a importância da sororidade como uma forma de resistência e fortalecimento, destacando a necessidade das mulheres se unirem para superar as desigualdades.
Focado no feminino, Joana e a outras mulheres do elenco, revisitam essa história atemporal sob uma nova perspectiva, tecendo reflexões ainda mais profundas sobre as dores e lutas da mulher em uma sociedade patriarcal.
Com músicas originais de Chico Buarque, Gota D’Água se torna uma experiência sensorial única. As canções, carregadas de poesia e sentimentos, guiam o público por uma jornada emocionante, tecendo um mosaico de amor, traição, abandono e a eterna busca por redenção. Mais do que uma simples remontagem, este Gota d’Água se propõe a ser um manifesto feminino, convidando o público a refletir sobre os papéis sociais da mulher, a violência doméstica, a busca por identidade e a força da sororidade.
POR QUE DO ESPETÁCULO?
Os padrões e expectativas impostos são ferozmente desafiados por Joana, a personagem feminina central da trama. No entanto, ela própria acaba sendo vítima de um ciclo de reprodução de violência perpetuado pelo patriarcado. Seria possível interromper esse ciclo? Estruturalmente, esta adaptação propõe a intercalação entre as personagens femininas, buscando dinamizar a cena e explorar diferentes pontos de vista sobre a ação dramática. A música, executada ao vivo, irá interferir nessa dinâmica, conduzindo a dramaturgia também como uma personagem. Nessa toada, o coro se fará presente não apenas desempenhando a musicalidade da cena, mas trazendo à tona suas próprias dificuldades, refletindo sobre seu destino e, sobretudo, tecendo uma análise sobre a realidade social, econômica e política da atualidade, o que trará, por sua vez, a atmosfera contemporânea desta montagem.
A obra sugere — uma desmontagem da estrutura, da forma, da comunicação, de seu caráter de produto finalizado; atentando contra a consistência, essas obras lembram mais a ruína do que propriamente um movimento de construção… Nada similar à noção vulgar de obra. A elas melhor se aplicaria o termo feliz de “Blanchot” – Desdobramento. Se há ali trabalho, visa a demolição da própria noção de trabalho, de obra, de linguagem, de palavra, do enquadre, da inteligibilidade etc. Caberá à encenação tornar o conjunto harmônico, mesmo que o intuito comunicativo não seja este. A proposta é construir um espetáculo coeso, que não tenha a pretensão de apontar soluções, mas que se insira e dialogue com a realidade político-social brasileira e dela suscite a reflexão. E, assim, estimule uma construção cênica poética e crítica.
Este projeto se alinha com o teatro contemporâneo através do hibridismo de linguagens e da exploração da corporeidade dos atores. A encenação se pauta no sentido de permitir que o espaço criativo do ator se manifeste. A utilização do corpo-voz dos atores como canal de comunicação e expressão do indivíduo e do coletivo, ao interagir com os materiais propostos, deverá explorar significados e suas variações.
ficha tecnica
Direção: | Cátia Massoti |
Elenco: | Ana Clara Moreira, Carla Gmurczyk, Daniel Camilo, Gisele Vechin, Jade Maia, Rita Oliveira, Airton Silva |
Texto: | Chico Buarque de Holanda, Paulo Pontes e Oduvaldo Viana Filho |
Adaptação: | Moacir Prudêncio Junior |
Músicas Originais | Chico Buarque de Holanda |
Designer de Luz | Airton Silva |
Produtor Executivo | Juraci Moreira |
Realização | Cia de Teatro São Genesio |
Projeto | City Web Arte e Inteligência |
Apoio e Parcerias | Casa Criativa / Casa de Joana / PréArte Projetos |
LOCAIS DE APRESENTAÇÃO


